Todo dia
vejo foto de gente morta
refletindo nas águas que gente morta navega – onde muitos se afogam, quando muito se afobam:
fazem tudo por entrega.
Milhões de redes armadas
(tudo armação)
seria pra descanso,
mas só cansa a visão.
A cópia da cópia do mundo na palma!
São traduções? Porque sempre há perdas. Introduções, todas mal-acabadas, palavras vãs
porque não te dizem nada.
Todo dia
vejo foto de gente morta!
Descanse em paz, senhorita metáfora
A meta agora é sentir pro mundo afora,
porque senão o que tá dentro
de nada valerá.
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Autor:
Luciel Saintl (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de dezembro de 2025 18:40
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 59

Offline)
Comentários2
Esta é a grande missao da poesia: falar para os mortos as coisas dos vivos com o amor e a paixão dos que vivem...
Muoto lindo o seu poema.. parabéns
Fico feliz que tenha gostado e muito agradecido pelo seu comentário, Antonio.
Poeta Luciel, seus versos nos trazem um verdadeiro choque de realidade.
Parabéns!
Um abraço.
Fico feliz que tenhas gostado. Muito obrigado pelo comentário, Maria do Socorro! Você parece ter entendido minha crítica social.
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