Espelho espelho meu...
O que há de errado comigo?
Se engordo, me culpo...
Mas se emagreço, me intrigo.
Meu corpo sempre me desagrada,
Me odeio até quando alcanço minhas metas
E mesmo chegando ao peso ideal,
Minhas medidas nunca estão certas.
O rosto redondo e as coxas grossas,
São coisas que não estavam no contrato.
E essa barriguinha saliente
É apenas mais um brinde indesejado.
Perdi as contas de quantas vezes
Me maltratei por comer.
Minha mente ainda insiste
Que eu preciso emagrecer.
A magreza extrema ainda tá na moda
E a sociedade, não curte mulheres com curvas.
Quando gordas, somos chamadas de relaxadas.
Enquanto magras, somos "bulímicas malucas".
Vênus.12, dezembro, 2025.
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Autor:
Venus (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de dezembro de 2025 00:19
- Comentário do autor sobre o poema: Esse texto é como uma explicação do que se passa na mente de pessoas que sofrem com transtornos alimentares. Comentários como "tá gordinha, hein?", "nossa, você engordou né" ou até mesmo "você tá um palito de tão magra" e "precisa engordar hein" além de desagradáveis, são gatilhos graves. Por muito tempo, estive sem conseguir sair dos 40 kg, eu me fazia mal pra manter o "corpo ideal", e ainda sim, as pessoas comentavam sobre minha "ausência de curvas". Sabe qual é a ironia? Que as mesmas pessoas que reclamaram dessa magreza, se incomodaram quando finalmente cheguei aos 52kg. Agora, peso 60kg e estou no "peso certo" pra minha altura, tenho um corpo mais forte e saudável, me exercito e não me privo de comer nada, porém ainda surge a culpa após as refeições em alguns momentos. Se alguém que está lendo isso se identifica, por favor, busque ajuda, estou cuidando da minha saúde mental e recomendo que você faça o mesmo. (E sim, sou eu na foto, é dessa semana, de um dia q eu estava bem com meu corpo).
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 7

Offline)
Comentários2
Tenho um poema parecido. Gostei! 🙂
Este é um ótimo peso!
Sério? Qual o nome? Quero ler seu poema. Obrigada.
Ainda vou postar. 🙂
Ah sim. Quando postar me avisa, por favor. 🙂 :*
Claro! Minha mãe sempre teve anorexia.
Amada, está lá o poema. 🙂
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