Ó grandiosa chuva,
lava minha mente, lava minha alma
e lava o meu espírito.
Ó chuva antiga e sábia,
que cai sem pressa e conhece todos os caminhos,
desfaz em mim as sombras que o tempo acumulou.
Os estrondos ecoam no céu claro,
que, mesmo luminoso, se agita em turbulência.
Gotas geladas despencam
sobre aquilo que a terra guarda em silêncio,
como uma fúria que, paradoxalmente,
chega sempre trazendo a calmaria.
Que teu toque frio desperte o que adormece,
que teu rumor leve embora as dores que ainda ecoam,
e que, em cada gota que me encontra,
eu renasça mais leve, mais claro, mais inteiro.
Vem, chuva,
purifica o que vive, cura o que sangra,
e ensina-me novamente a ser rio:
a correr, a seguir, a recomeçar.
Ray C.
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Autor:
ray costa (
Offline) - Publicado: 12 de dezembro de 2025 13:46
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 19

Offline)
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