Trazemos guerras nos bolsos da memória
é verdade
mas trazemos também sementes
e às vezes basta uma mão aberta
para que a esperança encontre solo fértil
Contradizemo-nos muitas vezes
erguemos muros com a mesma pressa
com que sonhamos pontes
tememos o outro
e ainda assim procuramos o seu olhar
para reconhecer o nosso caminho
Mas há um rumor suave
que atravessa os séculos
o desejo de paz
tímido, persistente
que brota na conversa
no gesto inesperado
no instante em que alguém decide ouvir
Somos imperfeitos
mas não irremediáveis
E se a história nos pesa
também nos empurra para a frente
para a mesa onde antigos inimigos
descobrem que partilham a mesma sede
de um amanhecer diferente
No fim, talvez seja assim
entre contradições e tropeços
vamos aprendendo, devagar
que a paz não é um monumento
é caminho
e que cada passo
por pequeno que seja
acende uma luz nova no mundo.
MAYK52

Offline)
Comentários2
Isso mesmo poeta, seu poema disse tudo sobre os imigrantes, não conheci meu povo de Portugal, mas amo todos eles pela raça, fé, determinação, mas o povo da Espanha tem mais fé, são mais forte, Italiano são mais meigos, Egípcios usam a memória pra combater e dar um cheque mate. Abraços poéticos.
Olá, amiga Rosangela.
Grato, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e bom fim de semana.
"Trazemos guerras nos bolsos da memória" que poético! Bonito! 🙂
Obrigado, amiga Drica, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e bom fim de semana!
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