Se vejo através de mim, me sinto conivente
Eu choro
Mas é que triste assim, eu sou mais presente
E oro
Para que amanhã eu não seja mais tão doente, imploro
Pra não afogar em mágoa, gim e aguardente
Ou cloro...
Adoro
Esse jogo de fingir ser quem não somos,
Pois talvez eu nunca conheça o real você,
Mas eu vejo o real mundo que estamos.
Que saco
Estou cansado de encontrar palavras e sentidos
Pra quem viveu sem tudo, basta ser sentido
Que esse poema seja sem verso, sem lógica, sem título
Sem ritmo,
Sem gritos,
Sem amor, sem riso, sem você comigo,
Não faz diferença, eu não sou mais criança,
De tanta desavença, de tanta confiança,
Tanto essa mente pensa, tanto essa alma sonsa,
E nesse labirinto,
Que no fim o vazio vença numa bela dança,
Pois eu já não ligo.
Não precisa ter sentido,
Precisa ser sentido.
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Autor:
C4torze (
Offline) - Publicado: 6 de dezembro de 2025 00:33
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 16

Offline)
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