Lisura

Marcelo Miranda Velten

 

Eu prefiro a verdade!

A mácula que dói no íntimo da consciência.

Dispenso a vaidade.

Sem dispensar.

Tenho apreço à ciência.

Mas não a deixo bastar.

 

Se tudo foi feito em dor.

Quem sou eu para negar?

Se o sonho é tranformador.

Só nos resta

Sonhar.

 

Sem negar a franqueza.

Mas mantendo a vontade.

Do que nunca foi e jamais será.

 

A fantasia é a chave para nossa fraqueza.

Onde tudo que deveria ser, será

Exilados na lama, resta a saudade.

 

Sem esperança de concretizar.

O que todos nós deveriamos ter.

Não resta a esperança de esperar.

Mas a verdade, cheia de saudade de que é possível sonhar.

Com o que nunca foi e jamais será, com o que não é e deveria ser.

 

Se o sonho realiza alguma forma.

Ainda assim forma nenhuma não há de ser.

Enquando a filosofia não impor à existência alguma norma.

Seu Empíreo nasce, vive e pulsa dentro de você.

  • Autor: Marcelo Miranda Velten (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de dezembro de 2025 16:27
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.