Quando o mundo desaba e só resta sua essência, ela, assim como todos, deseja esvanecer.
Desejos — feitos apenas quando necessário.
São como os últimos sussurros de uma alma agonizante.
Ela já se machucou tanto, que só lhe restam duas míseras opções.
Esperar.
Ou esvanecer.
Qual escolher?
Não é uma pergunta fácil, certamente.
É como perguntar a alguém de qual forma quer morrer.
Sendo assassinado.
Ou se suicidando.
Sinceramente, é uma perda de tempo e inteligência pensar em tudo isso.
Mas as vezes para calar o vazio da noite, pensamentos desse feitio é um bom entretenimento.
Como olhar a chuva caindo sobre esos postes e lá ficando, desistindo do resto.
Se quiser imaginar a vida de maneira simples e patética, como sempre fez, faça como desejar.
Pense como a luz brilha no meio da escuridão, mesmo com as nuvens chorando.
Mas se realmente quiser observar a vida, perceba tudo.
Absolutamente tudo.
Do simples, ao complexo.
Do bonito, ao feio.
E só assim saberá a verdade.
E por algum acaso sabes da verdade, você me pergunta.
E eu lhe respondo: de fato, exatamente por isso fingo enxergar só o que é belo e momentâneo.
Ao invés do horrendo e real.
Simplificando, para os de mente fechada, ou devagar.
Esqueça o que querem de você — o real.
E foque no que deseja — a ilusão.
Assim talvez consiga a felicidade que tanto falas e deseja.
Ou faça o que queria desde o princípio: esvanecer.
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Autor:
Kai Caelum (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de novembro de 2025 11:56
- Comentário do autor sobre o poema: Oiiiee gente!! Espero que gostem dessa poesia também. Eu fiz ele no meio da noite, então ele ainda tem alguns errinhos, por isso me perdoem. Tenham um dia iluminado!! :)
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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