Conservo em minha morada
dois cantinhos só meus, particulares —
de ser (in)útil.
Neles preservo minhas
tralhas, livros
e escritos:
me servem nas constantes batalhas
e ritos em desfavor do ócio,
cúmplice da angústia de não ser
nenhum
em meio a tantos.
Martelar, por exemplo,
pode conter
a inquietação de ser
e não ser;
esmerilhar
deve dominar
os stresses desencadeadores
dos picos de ansiedade;
recuperar aquele móvel velho,
empoeirado, de canto,
deverá
remoçar a idade;
Escrever bestagens,
muda o tempo,
sopra os ventos,
traz o ar...
Ler sem escolher
faz bem
a visão...
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 30 de novembro de 2025 05:31
- Comentário do autor sobre o poema: ... valoriza o ócio não como preguiça, mas como espaço de criação, introspecção e cuidado consigo mesmo.
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 2

Offline)
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