Eu guardo na minha casa
dois cantinhos ó meus, particulares —
de ser (in)útil.
Neles preservo minhas
tralhas, livros
e escritos:
Eu me sirvo nas batalhas constantes.
e ritos em desfavor do ócio,
cúmplice da angústia de não ser
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em meio a tantos.
Martelar, por exemplo,
pode ser
a preocupação de ser
e não ser;
moer
deve dominar
desencadeando tensões
dois picos de ansiedade;
recuperar aquele celular antigo,
empoeirado, de canto,
vai
remover a idade;
Escrever bestagens,
muda ou tempo,
sopra os ventos,
traço ou ar...
Ler sem escolher
faz bem
a visão...
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 30 de novembro de 2025 05:31
- Comentário do autor sobre o poema: ... valoriza o ócio não como preguiça, mas como espaço de criação, introspecção e cuidado consigo mesmo.
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Gostei, é verdade: precisamos, sim, também de tempo para o ócio construtivo para recriar e inventar soluções, não é?
Meu abraço!
Certamente Edla, não podemos deixa-lo tornar-se adversário. O bem-estar agradece!
Feliz pela avaliação.
Obrigado!
Abraço fraterno!
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