Já fui o herói de uma geração,
Já vivi em tantos corações,
Já fui amante, já fui ladrão,
Já fui autor da perdição.
Já vi os 4 cantos da Terra,
Já vi que nada há por aqui.
Não há heróis senão inimigos de outrem!
O ódio alheio se foi,
O mútuo amor deixou-se escapar.
Eles que vivem sem par,
Parte da mesma dor que roubei.
Sem remorço, vacilei.
Afoguei em minhas próprias lágrimas.
Perdi-me no poço de minh’alma!
Este vazio que me preenche,
Eu mesmo o construí.
Fui o bedel, o autuador,
Com minha própria língua, matei-me.
Arranquei a pele que me protege
E com meu sangue lavei a alma.
Não há herói que se possa salvar!
Do alto do prédio pula,
Do alto do prédio cai.
Todos nós, um coração corrupto.
Todos, salve o herói?
O maior entre eles,
O pior entre os piores!
Olhei para dentro de mim,
Senti tamanho enjoo,
Tamanho desgosto!
És o filho pródigo,
Declara minha própria mãe.
Pois sou o filho de seus erros…
Me alegro na distância que nunca existiu
E na proximidade que nos foi falsa.
Somos heróis de nossa própria história.
Conto trágico, crônicas de terror.
Escondam-se diante nosso furor!
O furacão que tudo leva,
Ele se chama “humanidade”.
Sejamos vento, e finalmente,
Partamos.
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Autor:
Oliver Estefes (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de novembro de 2025 10:01
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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