Quando peregrinava
Em terra firme pisava
Pisava nos sonhos
Viver era leve
Um balé de borboletas breves
Você abria meus olhos
Que insistia em outros desvarios
Exausta, deixava-me ali
Parindo meus escritos.
Muito antes de inventarem
A tristeza e todas essas coisas absurdas
disseram-me que jamais
cantaria novamente
Abandonei a cidade
Desisti daquelas ideias estapafúrdias.
Nem percebi que você pedia-me insistentemente para ver o mar
não lembrava mais
Das águas e das montanhas
larguei tudo a própria sorte
fui ao encontro dos meus
Fantasmas.
Tomamos cachaça das boas
fumamos a tarde inteira
Depois brincamos de somar os anos
e adivinhar as vozes por trás das canções.
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Autor:
Shmuel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de dezembro de 2025 11:41
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema breve como as borboletas.
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: LEIDE FREITAS

Offline)
Comentários4
Lindo poema, uma lembrança gostosa de ser revivida .Abraços !!!
Valeu pelo comentário.
Abraços
Uma poema inusitado e prazeroso de ler, pois você vai lendo e ao mesmo tempo imaginando os cenários.
Boa Noite e até breve, poeta Shmuel.
Sempre atenta aos meus poemas
Abraços
Uma poesia que não se explica — se sente.
Algumas palavras não passam, pousam. Esse poema pousou em mim.
Que comentário gostoso de ler! Fico feliz e peço bis!
Abraços a nobre poeta
Olá poeta! Venho agradecer por seu comentário no meu poema. Gostei muito do seu poema, belo e envolvente. Meus parabéns!
Abraços e obrigado, nobre poeta!
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