Onde o olho enxerga, não alça!
Onde a mente toca, não alça!
Como o vento sopra?
Como o mar se revolta?
Me elevo a experimentar nos veleiros
dos navios negreiros que cantam a história
de sofrimentos herdados de antepassados calados.
Além do mar, além do Rio Azul, onde eu não possa imaginar!
Os piratas mataram nossos profetas, levaram nossas raízes,
roubaram nossas vozes — mas ainda ecoamos no universo calado.
Além do mar, além do Rio Azul, onde eu não possa imaginar!
Existe paz além das águas tranquilas do mar azul,
do céu azul de terras distantes,
onde o chão é ouro e a paz é eterna…
além do céu, além do mar tranquilo!
Onde mais posso descansar,
senão além das águas tranquilas,
senão além do rio?
Meus olhos e meus braços cansados quase já não podem remar;
apenas me deixo levar pelo movimento tranquilo de infinitos caminhos.
Além do mar, além do Rio, além do céu azul, além do olhar!
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Autor:
Negro Poeta (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de novembro de 2025 07:43
- Categoria: Religioso
- Visualizações: 3

Offline)
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