Que se abram as portas do inferno
Que se derreta o gelo do inverno
Eu não quis me cobrir de vermelho
Não quis cair no setembro amarelo
Através do que há embaixo da sobrancelha
Eu ainda te vejo
E de todas minhas palavras só sobram selos
Sem paixão nem desejo
Tudo que tenho é a garantia que vivi eu mesmo
O que amei e o que doeu,
A dor da faca e o amor do beijo.
Eu vivi eu mesmo.
Sem máscaras pra proteger os tapas no meu rosto,
Sem figurino pra aliviar a pontada no peito,
Sem lentes ou microscópios a distorcer o que vejo,
Sem mentes, pessoas e ópios pra me afogar em desejo.
Eu vivi eu mesmo.
-
Autor:
C4torze (
Offline) - Publicado: 18 de novembro de 2025 02:43
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.