NO MEU ÚLTIMO DIA COM 24!

Heidlara Meireles

No meu último dia com 24

Finalizei o mês, sem nem ter finalizado!

Bati a meta superada

Comprei uma pipoca estourada

Tomei um suco da Del Valle

Deitei no banco da faculdade

Segurei o celular, olhando pra lua prateada.

Esqueci o notebook lá em casa

Tirei uma foto no espelho, embaçada

Ganhei trufas da Brasil Cacau

Vendi sonhos, em horas comerciais

Andei de ônibus, de olho na estrada

Sorri agradecida por não ter reclamado.

No meu último dia com 24

Revisei a minha vida, em cada detalhe

(Descobri que agradeci de menos

Nas horas que eu mais precisava )

Respirei fundo, já que não estava gripada.

Senti frio de leve, sem nem mesmo estar no ar-condicionado

Escutei latidos de cachorro, quase ao lado

Pensei em ganhar um gato(mas nesse caso, já sabia que o não já tinha sido dado).

Os insetos estavam poucos alvoroçados

Recebi felicitações, pelo dia que nem tinha chegado

Já planejava a segunda feira, do ano quase findado.

No meu último dia com 24, hoje, hoje mesmo

Escrevo com toda a minha gratidão, quase com lágrimas

Consegui, aos trancos e barrancos

Com alegrias e decepções

Com farturas e apertos

Com maestria e outras coisas

Sobreviver a mais um ano!

Amanhã é outro dia, amanhã é outra fase.

 

ASS.: Heidlara Meireles

22:11

30/10/2025

 

  • Autor: Heidlara Meireles (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de outubro de 2025 22:15
  • Comentário do autor sobre o poema: Tudo sobre hoje!
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 6
  • Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
Comentários +

Comentários1

  • Luciel Saintl

    Olha, eu tenho que dizer, que escrita fluida e envolvente; cada palavra parece ser sido cuidadosamente selecionada, e, não sei se você escreve crônica ou conto, mas se sim, eu adoraria ler. Parabéns pelo texto, e pelos 25!

    • Heidlara Meireles

      Ah! Agradeço imensamente pelas palavras. Fico feliz em saber que gostou da leitura!
      Confesso pra ti que não sei muito bem, como chamar as minhas escritas. Apenas escrevo e deixo que os outros as nomeiam!!
      Mais uma vez…. Obrigada!

      • Luciel Saintl

        De nada! Entendi. São só formas literárias, não importa; e, já faz um tempo que se tornou comum o entrelaçamento destas formas pelos novos autores. Ano passado eu li um conto absurdamente bom do Dalton Trevisan, e ele estava escrito em versos, como se fosse o que formalmente chamamos de poema. A diferença entre as formas que citei é basicamente a organização das palavras, em parágrafos, como uma redação, comanche, crônica, conto; em verso(s) e estrofe(s), como os poemas dos mais variados tipos.



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