Ao fitá-la, logo me vejo cativo de pensamentos que desafiam a razão. Ó doce dama, quão perfeito seria se o destino me permitisse o toque de vossa pele e o calor de vossa presença; meu coração, em tormenta, é levado pelos ventos do desejo, preso ao encanto daquilo que o mundo chama proibido.
Vossos olhos, como astros em noite serena, acendem chamas na minha alma; vossa voz, qual canto de sereia, desperta em mim vontades que a virtude tenta calar. Em cada gesto vosso encontro promessas de mundos novos, e a fantasia tece, com fios de ouro e sombra, cenas que a luz do dia não ousa revelar.
Imagino, em segredo, os enredos que juntos poderíamos forjar — conquistas de um peito a outro, reinos de sussurros e juramentos que só a lua presenciaria. Não falo de impudícia, mas de uma união de espíritos onde o tempo se dobra e as normas se tornam folhas ao vento; e nessa quimera eu me perco, desejando o impossível que tanto me domina.
Ah, desejos proibidos, quão perigosos sois: enquanto não saciados, rondais como lobos silentes, aguardando a brecha. A natureza humana tem destas contradições — saber que é errado e, ainda assim, procurar a aventura entre as sombras — pois, quem prova o fruto vedado, aprende que o gosto do interdito é fecundo e transforma o homem para sempre.
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Autor:
091 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de outubro de 2025 18:45
- Comentário do autor sobre o poema: Esta prosa é uma aventura que decidi escrever como forma radical de mostrar o que estou sentindo!
- Categoria: Amor
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos, Lago

Offline)
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