Percebi que decorei teu número,
e por um segundo de pura loucura —
te senti,
como se um dia eu pudesse ser tua.
Não só isso, teu nome me chama todas as manhãs,
tua cor favorita me assombra por onde vou,
e teus olhos castanhos
me trazem sempre de volta a você.
Te escrevo em todos os meus versos.
Você estava caindo,
só a gente não percebeu.
Tentei te segurar —
foi queda dupla.
Minha alma clama pela tua,
despindo-me de todo teu ser,
para que não reste desamor teu aqui,
para que meus dias não sejam sobre te deixar ir.
Chego a vomitar teu sangue da minha alma,
e percebo que não me resta nada de ti
só a dor —
de não mais te sentir.
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Autor:
Ingrid Anjos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de outubro de 2025 09:51
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 27
- Usuários favoritos deste poema: Yves de Sá, Apegaua

Offline)
Comentários1
Ai e fácil, pois você já memorizou o método.
Inicia se como uma louca apaixonada em que a alma clama por companhia.
Procurando embelezar o final, para que o leitor sinta se engrandecido com a leitura.
Talvez, o que me chamou a atenção em seus ditos, por sinal bem edificados.
Foi o interesse por Teatro, no qual tenho também uma participação.
Bravos, digo que ficou um mimo.
Obs.
A segunda alma entrou aqui de intrujona, pois não deveria de existir.
Abraços.
Apegaua.
Obrigada pela leitura! Quanto ao método, acredito que não exista um. Escrevo mais por instinto do que por técnica; vou tropeçando nas palavras e torcendo para que elas se arrumem sozinhas no final.
Quanto à segunda alma, receio que ela tenha entrado porque estava sofrendo tanto quanto a primeira. Eu poderia tê-la expulsado do poema, mas achei injusto deixá-la sem voz.
Abraços!
Inteligente nas respostas.
Uma vez usei esse método de colocar no papel tudo que visse a cabeça e depois eliminar o que não combinasse, não deu certo.
Como de outra vez, dar aulas de Teatro, para quem ainda não soubesse ler.
Foi ai que aprendi, que quem não sabe ler, por memorização decora o texto mais rápido.
Vou me enganar que a Senhorita com mais de 60 textos editados, os pegam no ar.
Ou que a alma em que tanto clama, os trás grátis, essa inspiração fabulosa.
Não e por isso que se diz, que todo poeta e um fingidor?
Abraços.
Apegaua
O impulso ajuda bastante, mas confesso que ele também já tem alguns anos de prática rsrs.
Já tentei ser mais técnica, acabei com um bloqueio na escrita dos brabos. Meus poemas geralmente surgem de uma vez só, do jeito que aparecem (acho que isso justifica a alma que tanto clamo). Eu apenas posto os que mais fazem sentido pra mim.
Talvez eu seja uma péssima estrategista da poesia e uma ótima refém do impulso.
Abraços!
Pela aparência a Senhorita, diria eu quando compramos um carro zero, esta cheirando a tinta.
Ou melhor, de botão para desabrochar.
Ai, a inspiração vem mais fácil, seria assim quando se lava muita louça suja, vamos pegando o jeito de como se lava os pratos, no inicio e uma chat ura mas com o tempo, pegamos o jeito.
Ai tudo e mais fácil.
Mas longe de mim de ir contra o seu jeito de escrever, eu amei, pois se o não fosse não estaria comentando.
E a nossa amizade estaria em sono profundo.
Abraços.
Apegaua
Talvez nunca cheguemos a um acordo sobre o quanto disso é impulso e o quanto é técnica, mas fico feliz que tenha insistido nos comentários. Essa troca tem sido tão interessante quanto os próprios poemas.
E, convenhamos, deixar uma amizade em sono profundo seria um desperdício.
Tanto concordo que vos pedi amizade.
Como amigo irei me sentir com um pouco mais de confiança em falar de técnicas e impulsos.
Desculpas por bloquear o seu tempo, para mim foi muito gratificante nos conhecer.
Abraços Apegaua
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