Me disperso do seu amor
como quem solta aos poucos
algo que um dia segurou com força demais.
Não é raiva.
Não é pressa.
É só cansaço —
de insistir em algo que não me reconhece mais.
Fui ficando longe,
mesmo estando perto.
As palavras já não se encaixavam,
e o silêncio… ah, o silêncio gritava mais alto que nós dois.
Teu amor virou lembrança
antes mesmo de virar adeus.
E eu, sem perceber,
fui me apagando no reflexo do que fomos.
Me disperso do seu amor
como bruma que se desfaz no vento,
sem barulho, sem final bonito —
só um sumir lento, doloroso, inevitável.
E se você perguntar um dia
por que acabou…
Talvez eu nem saiba responder.
Só sei que me perdi tentando te alcançar.
E agora… me encontro, indo embora.
30 ago 2025 (12:40)
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Autor:
Melancolia... (
Offline) - Publicado: 30 de agosto de 2025 11:40
- Comentário do autor sobre o poema: Gostei desse poema. Uma pena.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 28
- Usuários favoritos deste poema: Melancolia..., Aira Lirien

Offline)
Comentários2
Olá poeta, que delicadeza dolorosa! Você conseguiu transformar o fim de um amor em algo profundo, íntimo e ao mesmo tempo universal. A imagem da dispersão, como bruma que se desfaz no vento, traduz perfeitamente o esgotamento silencioso de um relacionamento. Há uma força poética enorme na forma como você mostra que o término não acontece em um único momento, mas em pequenos silêncios, em afastamentos sutis, até que a partida se torna inevitável. É belo, intenso e muito verdadeiro.
Lindo mesmo ficou este teu comentário...
Abraços poéticos...
Bela Poesia, parabéns.
Gratidão pela leitura e comentário.
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