O espelho caiu, partiu-se em dor,
não é mais inteiro, nem senhor do que viu.
A imagem plena se desfez —
mas ainda guarda um brilho abstrato.
Cada caco, um reflexo disperso,
um pedaço do céu, um verso reverso.
Não mostra tudo, mas mostra o que resta:
verdades partidas, beleza modesta.
Mesmo quebrado, ainda há fulgor,
a luz encontra frestas de amor.
não é mais inteiro, nem senhor do que viu.
A imagem plena se desfez —
mas ainda guarda um brilho abstrato.
Cada caco, um reflexo disperso,
um pedaço do céu, um verso reverso.
Não mostra tudo, mas mostra o que resta:
verdades partidas, beleza modesta.
Mesmo quebrado, ainda há fulgor,
a luz encontra frestas de amor.
Porque a beleza não está em ser inteiro,
mas nunca deixar de refletir luz.
Não somos inteiros, e tudo bem —
há força naquilo que vai e vem.
Pois mesmo em ruínas, há quem reluz:
somos espelhos quebrados,
refletindo a luz.
Não somos inteiros, e tudo bem —
há força naquilo que vai e vem.
Pois mesmo em ruínas, há quem reluz:
somos espelhos quebrados,
refletindo a luz.
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Autor:
Medusa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de agosto de 2025 15:12
- Comentário do autor sobre o poema: A imagem do espelho quebrado como metáfora para a alma ou memória. A verdade mesmo que fragmentada é poderosa.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 48
- Usuários favoritos deste poema: Drica

Offline)
Comentários1
LINDO! GOSTEI! 🙂
Seu olhar generoso ilumina ainda mais o poema. Muito obrigada!
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