Na escala 36×12,
o relógio mastiga horas como pão duro;
sem saúde nem disposição,
o cansaço arma rede no corpo e faz futuro.
Quando o fôlego falha,
mergulho em frascos — “Disposição”, “Energia” —
bóias rotuladas no mar do plantão,
na esperança de virar a maré do dia.
Vem o Complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12):
faíscas do metabolismo, fios do sistema nervoso;
B12 e B9 tingem de rubro os mapas do sangue,
seguram a anemia na soleira e espantam o sono pastoso.
A B6 afina violinos invisíveis — serotonina, dopamina —
música que ajeita o humor, levanta a coluna da rotina.
A Vitamina C cintila feito guarda-chuva aberto:
vigia a imunidade, dá a mão ao ferro na travessia
e varre a ferrugem do estresse oxidativo,
para que o cansaço não crie moradia.
A Vitamina D é sol engarrafado: quando falta,
a sombra pesa — dor no músculo, uma queda de energia.
O Magnésio é dobradiça e faísca:
músculo que abre, neurônio que acende,
manivela na máquina da vida.
E o Ferro, escriba da hemoglobina,
sem ele o fôlego empalidece —
anemia, fraqueza, indisposição que se estende.
Por fim, a Coenzima Q10 — não é vitamina, mas centelha —
roda a turbina do ATP nas casas da célula,
um sopro a mais no peito quando a noite é velha.
Entre cápsulas e coragem,
recolho o corpo, aparo a alma,
e reaprendo, sem pressa e com cuidado,
o fôlego simples que me devolve à calma.
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Autor:
Jr.Silva (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 20 de agosto de 2025 21:11
- Comentário do autor sobre o poema: O poema retrata a rotina exaustiva do trabalho, o desgaste físico e emocional, e o uso de vitaminas e suplementos como apoio para manter energia, imunidade e disposição, ressaltando a importância do autocuidado e da busca por equilíbrio.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
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