PONTEIRO DO TEMPO

Edla Marinho



PONTEIRO DO TEMPO  

Abro o baú das lembranças
Lá está o meu sorriso
Guardado numa esperança
( Desprovida de juízo ) :

Que voltasse o tal ponteiro
Que marca a vida e a morte
Mas o tempo é jardineiro
Que cultiva a nossa sorte

Ele só vai para frente
Fazendo a vida da gente
Passar como num piscar

E aquele sorriso enfim
Que tentou sorrir pra mim,
Triste, voltou ao lugar.


Edla Marinho 
06/05/2018

  • Autor: Edla Marinho (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de agosto de 2025 00:29
  • Comentário do autor sobre o poema: A música é um estado de espírito...
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 76
  • Usuários favoritos deste poema: DAN GUSTAVO, Shmuel, Sezar Kosta, Lane Félix
Comentários +

Comentários3

  • MAYK52

    Muito belo este teu poema, estimada amiga. O tempo é imparável, passa por nós num ápice.
    E nós, temos que o aproveitar e gerir sempre da melhor maneira.
    A música é fundamental no nosso bem estar emocional. Dá-nos paz, tranquilidade, serenidade, alegria.

    Esta música de Chopin é belíssima!

    Gostei bastante.

    Beijinhos e feliz domingo!

    • Edla Marinho

      Gratidão, amigo poeta!
      Feliz demais com a leitura e comentário, aliás, em todos os poemas que tenho postado, tua gentileza tem sido um incentivo para minha pouca poesia.
      A música. .. ah! a música realmente me acalma a alma. Essa, então, meu amigo, é muito tocante, não é?
      Grande abraço, com desejo de um lindo final de domingo!

    • Shmuel

      Edla, Edla, Edla! Somos amigos do tempo. Ele terá paciência conosco! Talves, ele até ignore a gente. Nos deixando livre, leve e solto.

      Abraços,

      • Edla Marinho

        Amigo Samuel, será?
        Tomara ele continue nos ignorando, né? Porque, na verdade, nós somos ainda jovens( de alma) livre leve e solta.rsrs
        Obrigada por sempre me prestigiar lendo e comentando meus escritos.
        Meu abraço!

      • Sezar Kosta

        Ah, Edla. Você vive querendo ser dona do tempo, não é? Você abre o baú das lembranças e, por um instante, o passado parece vivo de novo. Dá vontade de dar a mão a ele e trazê-lo para o presente. Mas o tempo não volta.

        Que bom que a sua poesia sabe disso. O ponteiro do tempo não é um tirano; é um jardineiro. E a tarefa dele não é levar você de volta, mas cultivar a sua sorte, plantando no hoje a sabedoria do que foi. Aquele sorriso que voltou ao lugar... ele não voltou triste, ele só encontrou o seu devido lugar. E é lá, no silêncio da memória, que ele se torna eterno.

        • Edla Marinho

          Poeta, que alegria me dás com a leitura e comentário!
          Sabedoria transborda em teus poemas e até nos comentários com a poesia a interagir com meus singelos e pretensiosos versos.
          Vou aprendendo um pouco de poesia ,se é que seja possível, lendo - te.
          Meu agradecimento por tanto bem que me faz tua visita neste meu cantinho poético.
          Boa semana, meu abraço!



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