Eu acredito em você,
como se fosse a última verdade do mundo.
Mas à mim nunca
Amar é privilégio do coração forte
Amar é dom dos que esquecem o ontem
Daqueles que vivem, respiram e bebem do mundo
Até secar a dor
Meu peito não seca
É bacia que guarda tudo
De águas paradas,
Em que flutuam sonhos mortos de vidas que nunca viverei
Não pretendo afogar mais ninguém
As cicatrizes que carrego na carne invisível
Suas palavras não alcançam
Não superam o medo de tocar você
Nem que seja por um instante além do permitido
Não contenho
Transbordo à cada gota
Queimo meu peito e alma
Encho-me de fel
Tudo o que deixei ir partiu com marcas
de dentes, de garras, de mim.
E eu não aprendi a abrir mão.
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Autor:
Armenian Duty (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 15 de agosto de 2025 00:07
- Comentário do autor sobre o poema: Eu escrevi esse poema como um dos meus primeiros, pra mim é uma confissão, sobre ser amado e não saber amar
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2
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