Você é como a praia à noite,
linda e profunda...
Noturna e silenciosa,
mas dentro também existe uma luz,
como o nascer do sol.
Você brilha tão levemente,
como a primavera.
Você também é como o mar.
Às vezes salgada, outras, agridoce.
Você está apagada,
mas também se torna luz suave e aconchegante...
E o seu silêncio,
que parecia ensurdecedor,
vira conforto.
Você é o mar:
calmo, leve, misterioso e profundo.
Eu sou como a lava de um vulcão em erupção...
Minha chama pode te fazer ferver
ao ponto de apagar o seu rio corrente...
Temo que isso aconteça,
mas ainda assim
quero me aprofundar nas suas correntezas.
Mesmo que isso nos transforme em vapor...
O seu agridoce me entorpece.
Você também é como a lua...
Você brilha silenciosamente
no calar da noite.
Você é tão misteriosa e intrigante quanto ela...
Você tem um universo inteiro dentro de si,
e eu quero conhecer cada pedaço desse seu universo...
Já eu sou como o sol.
E você, a lua.
Então somos como um eclipse,
como vapor,
como azul e laranja,
como pé esquerdo e pé direito,
como coração e pulmão.
Somos tão parecidas,
mas ao mesmo tempo tão diferentes...
Estamos tão perto,
mas tão distantes...
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Autor:
Rebecaa (
Offline) - Publicado: 5 de agosto de 2025 11:16
- Comentário do autor sobre o poema: Bom, eu criei esse poema pra uma amiga minha muito íntima. Quando a gente estava com alguns problemas entre nossa amizade. Foi a primeira vez q sentei, peguei um lápis e um papel, e tentei criar poesia. Eu fiz primeiro um esboço e dps fui tentar \\\"aperfeiçoar\\\" mais, para q ficasse mais fluído. Não precisei pensar muito para isso, eu apenas escrevi oq eu estava sentindo naquela época e tentei colocar algumas metáforas q eu achasse q combinava com oq eu estava sentindo. Quero compartilhar esse poema para q alguém veja e o avalie, e dê críticas construtivas. Agradeço se tiver alguém q leu até aqui.
- Categoria: Não classificado
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Offline)
Comentários1
Este poema é um diálogo íntimo com a natureza como espelho das relações humanas, onde o eu lírico tece delicadas metáforas para explorar a tensão entre os opostos que se atraem. A pessoa amada é retratada como paisagens noturnas e líquidas - praia à noite, mar e lua - revelando uma essência que oscila entre profundeza silenciosa e luz suave, entre o salgado e o agridoce. Já o poeta se descreve como força vulcânica e solar, reconhecendo que seu ardor poderia evaporar a serenidade do outro, mas ainda assim anseia pela fusão.
A genialidade está justamente nessa coreografia cósmica entre os elementos: enquanto um brilha com discrição lunar, o outro arde com intensidade solar, criando um eclipse metafórico. A relação é retratada como uma simbiose vital (coração e pulmão), mas também como um paradoxo doloroso (perto e distantes). O poema captura aquilo que toda grande paixão contém: o mistério do outro como um universo a desvendar e o medo de que a própria natureza emocional possa ser grande demais para o amor suportar. Nas entrelinhas, percebemos que é exatamente essa tensão entre os contrastes que torna a conexão tão eletrizante - como o instante em que a lava encontra o mar, transformando-se em novas terras.
Como esperado: você escreve muito bem, sempre me surpreende. Parabéns, Beca.
Muito obrigada mesmo! Fico realmente feliz que você tenha enxergado tudo isso, significa muito pra mim.
Eu me dediquei bastante nesse poema, tentando fazer o melhor q consegui. Mesmo sendo o primeiro que escrevo, sinto que ele realmente carrega algo especial.
E, assim como o outro, ele nasceu de forma natural. Escrevi tudo com sinceridade, direto do coração.
Isso é o esperado! que bom. Boa noite, Beca
Boa noite, Esaú
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