SEPULCRO

Edla Marinho

Em tua boca gelida e pálida

Meu beijo se encontra posto

Eu te abraço, a contragosto

Num verso de rima inválida

Meu corpo( quente) de outrora

Em cujas veias o  carmesim

Fluía ardente, agora

A olhar o nada, esse fim!

No horizonte, cores desbotadas

Em retinas desfiguradas

Pela névoa do momento,

Sem lágrimas pra derramar,

Desprovidas de lamento!

Estendo-me resignada

Na horizontal frieza

Deixando em olhos, ainda viventes, a tristeza

Pois  ficam com a saudade, na despedida

Enquanto me entrego( a ti),

saindo dessa vida...

 

 

Edla Marinho
15/02/2016

  • Autor: Edla Marinho (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 28 de julho de 2025 20:50
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 25
  • Usuários favoritos deste poema: hanah, Rodrigo Tonoli
Comentários +

Comentários2

  • Shmuel

    Coisa mais linda, Edla!
    Traz tranquilidade na finitude que se avizinha.

    Abraços!

    • Edla Marinho

      Pois não é, amigo Samuel?
      Você sabe de minha predileção por poemas de amor, mas gosto, também, de passear por outros como saudades, lamentos, melancolias e afins,rs
      Obrigada por sempre me prestigiar com a leitura e comentário em minha humilde escrivaninha poética!
      Meu abraço

    • Rodrigo Tonoli

      Melancólico e belo... onde o fim não é só dramático, doloroso e inevitável, mas sugere aceitação como um abraço condolente e quase lírico.

      • Edla Marinho

        Poeta, pois não é?
        A aceitação de uma verdade incontestável, certa para todos.
        Que bom que gostou, que bom!!
        Meu abraço!



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