CORAÇÃO EMPEDRENIDO

MAYK52

 

No peito jaz, sombrio e calado 
um coração de pedra esculpido 
não pulsa amor, nem dor, está calado 
vive num tempo esquecido

Já foi chama, já foi abrigo 
teve mares de sonho e ternura 
mas calou-se, a um canto escondido 
revestido em fria armadura

Cansou-se de promessas vãs 
de mãos que soltaram sem aviso 
e hoje, entre sombras e manhãs 
só guarda o silêncio por juízo

Mas, quem sabe, um raio, um gesto 
uma palavra quente, feita verão 
desfaça o mármore, o silêncio 
e volte a bater esse coração.

 

MAYK52

  • Autor: Gil Moura (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de junho de 2025 14:48
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 9
  • Usuários favoritos deste poema: Fabricio Zigante


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.