santidarko

Pequenas doses de surtos, para as monotonias do quotidiano(Pesadelos Movediços)

Xérnegon,o Hierofante dos Sonhos;ao vir-me descalça e confusa,com as imagens que projetavam-se em meu subconsciente,
dissera em um tom irônico:-Alma...,caíste,em"Pesadelos Movediços".
Sim...,ele estava correto.
Outrora,estivera em uma festa com meus amigos e pessoas das quais,eu nunca vira em minha vida.
De repente...,eu estava dentro de um poço.

Com meus dois braços abertos;apoiando-me em suas laterais.
Gritando e olhando para cima.
A água estava gelada.
Eu portara como vestimenta,apenas minha camisola branca

FANTÁSTICO..;
mesmo em um sonho,sentira sua temperatura.
Os tijolos da parede do poço,estavam limbosos.
Escorregadios.

ERA TÃO REAL!

E como em um "passe de sonho",agora,estava em um matadouro.
Os pobres animais pendurados de cabeça para baixo,estavam vivos;mesmo faltando pedaços cruciais para a chamada condição:vida.
Eu andara dentre eles.Um enorme corredor;um abatedor.
Escorregara..., em tanto sangue sob meus pés descalços.
Tingira de rubro,minha cândida camisola de renda.
Precisava sair dali,o mais rápido possível.
Gritei ao Hierofante,ajuda.
Nem sequer...,um suspiro que denotara,estar perto ou me observando.


NADA!.

Eu...,não estava me movendo para um outro sonho;mesmo, que fosse horrendo ou detentivo.

Que iria me manter enojada ou em algum recinto claustrofóbico.

Mas então...EIS QUE AGORA,me encontro em uma cova aberta de cemitério.
Eu ainda,permanecera com minha camisola ensanguentada;mas agora,também com barro.
Chovera.
Tento subir,mas o lodo,não permite.
QUERO ACORDAR.QUERO ACORDAR!.
NÃO SUPORTO MAIS!.
GRITO,até a minha garganta falhar.

Xérnegon,do terreno alto de minha perspectiva,se ajoelha na lateral da cova e me diz:-Amanhã,tente não ir a Hospitais ou igrejas,pois se assim fores,não conseguirei
ajudar-te.

ACORDARA.

Minha mente,não aguentará mais...,"tantos lugares";a ser lançada em romagem




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 Pesadelos Necrotizantes



Meu reles e mortório sono,

permuta com a minha Alma e mente,para que se dispersem em fugas ilusórias de liberdade.
Afiança ás mãos do Diabo,em troca de flóreas trilhas serenas.
Enquanto as subtis gramaturas do tempo,não se esfarrapam pela serventia.






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 Ecos polidos

 

 

 


Adormeci ,

em minhas memórias estampadas em meu travesseiro.
Ao uivo dos arrependimentos.



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