Danço sobre cacos,
provoco a dor sem nem perceber.
Minha ânsia ardente de mover-se,
faz sangrar meus pés,
como se o silêncio fosse alívio.
Se eu apenas parasse,
se calasse,
talvez doesse menos.
A angústia da língua presa
não corta tão fundo
quanto os meros cacos sob os pés,
que ele, sem saber,
um dia, deixaria virar lâminas.
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Autor:
Toldi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de maio de 2025 00:22
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 30
- Usuários favoritos deste poema: Elizabeth, liz

Offline)
Comentários3
Sempre quando há tempo de ver os poemas de meus caros amigos desse site, eu vejo como evolui e como preciso estar mais presente aqui, pois perco poemas excelentes! Que poema caloroso e identificável. Eu me vi aqui.
Agradeço!
Mesmo sofrendo,a poetisa revela seu talento poético. Aplausos!
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