Por que demorou tanto para vir? — Eu já não aguentava mais esperar por ti —
Você costumava ser rápida sabia? —
Por que não veio antes? — Por que não me responde? — Por que está em silêncio —
Permeei teu coração e me fiz em voto a ti e a que preço? — E nosso Jardim? — Dona morte incrédula presença seja a sua — Envolto nome seja o teu — "Dona" — Dona de que? — Se não podes chegar a tempo —
Me permite dizer que nossa eternidade mostrou seu fim, que sim a morte teve o acabável — Farsa — Mentira — Me leve daqui antes que possa sucumbir a mais uma dúzia de mentiras — E foi isto que disseram sobre a morte — A morte — Aquela que te leva — Que cuida de ti em dose eterna. —

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A morte há muito deixou de me causar medo, tornou-se apenas um futuro, talvez não tão distante, que devemos aprender a aceitar. É reconfortante saber que há outros que pensam assim. A morte é calma, mas também impaciente; nunca se atrasa quando chega sua hora.
Obrigada por compartilhar comigo tão firmemente essas palavras que vão de encontro com meus pensamentos, é reconfortante ler.
A morte, uma vez mais o teu diálogo com a morte. Não sei qual o teu objetivo em falar tanto de morte. Como disse antes noutro comentário a este mesmo, não tenho nada contra falares da morte nos teus poemas. Todavia, na minha opinião, existe algo perturbador no teu pensamento que me inquieta. É o facto de me parecer, embora possa estar enganado, que nada ninguém te faz feliz, que não veem em ti algo de bom, que não te valorizam. Pois te digo minha amiga: também não temo a morte. É uma realidade para toda a humanidade. Mas a vida, é muito mais importante. Há que aproveitar os bons momentos que ela nos oferece. E deixar a morte quietinha. Quando vier, que venha.
Beijinhos, amiga Carrietta
Falo da morte tão convictamente, pois, é algo tão presente em todas as vidas, o medo e o desejo, há certa felicidade em mim, pouca, porém existe. Obrigada pelos conselhos meu caro amigo, vós um dia compartilhar belos poemas de sutileza que sua inquietação diminuirá.
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