Pelas altas noites embalado
Sobre a garoa fria e a pálida lua,
Sem algum amigo ou esperança
Vaga o boêmio pela deserta rua.
Traz no peito as amarguras tantas
De um velho amor do passado,
Vive nas negras noites de orgia
E o coração na bebida naufragado.
Adentra em uma velha taverna,
Senta em uma mesa à luz da vela,
Uma taça de vinho, mais uma taça...
Olha vagarosamente pela janela...
A bebida muito lhe aquece o peito,
O mórbido suor lhe escorre pela testa,
Ao redor escuta risos, histórias tantas,
E as despedidas do resto de festa.
Hoje são essas as negras noites
De um ébrio renegado pelo mundo,
Que boêmia teve somente como prêmio,
O triste nome de boêmio vagabundo!
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Autor:
Fabricio Zigante (
Offline)
- Publicado: 29 de março de 2025 15:08
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 3
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