Lentamente, quietamente
do fundo do peito
emite um ruído silencioso
não o escuta com os ouvidos
se escuta com o tato
ligado a mente
sua máxima carência
não lhe suporta tamanha falta
eco um grito silencioso de dor
ar apenas sai
mas não entra
nesse momento
tudo esta nu
neste momento há apenas um espaço fechado
ninguém o vê
ninguém atesta sua existência…
O grito do desespero
o som a ser emitido
é para encontrar com algum ouvido
é para falar com algum outro alguém
seja quem for
O receio
é o outro o verá despido
verá sua força, se generoso
verá sua fraqueza, como se prostra
Como anseio mostrar
meus problemas
aqueles que nos torna mais forte
aquele que não nos mata
mas como repúdio mostrar
os meus problemas
aqueles que não consigo
transformar em força
se faz minha maior fraqueza
minha maior vergonha
A falta do ato
faz de mim um covarde
medo transformado em temor
me resta agir de alguma forma
por isso escrevo (poemas) esse poema
pois quando solitário
com algo (alguém) preciso falar
como temerário sou
enterro meu alento
a covardia da escrita
para me iludir (negar) minha ação.
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Autor:
Junior Soares (
Offline)
- Publicado: 29 de março de 2025 08:42
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6
Comentários1
Gostei de como faz as rimas! Parabéns...
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