Supõe quem sou... porém não se iluda
Feito sou da substância enigmática
Que separa a vida crua, matemática
Do sonho nas asas amplas de Garuda*
Me torno nobre monstro... vil herói
Natureza em fúria incontida
Inspiração calma, que cria vida
Expiração a paradigmas destrói
Semente adormecida que mora,
Preso a ti entrelaçado estou,
Numa seara que o tempo descora
Decifra-me, então, sem demora
Pois força inelutável é o que sou
Que te faz em pedaços e devora
*Garuda: deus hindu dos sonhos com asas de águia.
Alexandre H C Mendes
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Autor:
Alexandre Heitor Carlini Mendes (
Offline)
- Publicado: 28 de março de 2025 08:21
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 24
Comentários2
Que poema extraordinário. Tenho uma esfinge que gosto muito, acredito que nela existe os bebês. São tantos mistérios. Mas assim que é bom enigmático. Parabéns poeta.
Obrigado minha flor, pelas palavras tão gentis.
Legal! Gosto de mitologia hindu. Já li muito sobre.
Também acho bacana... sai um pouco do lugar comum que é a greco-romana.
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