Quando tecemos os fios nos panos,
ponto a ponto o desenho que escolhemos,
passamos a agulha no tempo, vencendo-o acordado.
Em árduo trabalho tecemos nossa cama,
e pra tecer ninguém te chama,
sem dar pontos no seu bordado.
Pode até ser leve, mas muitas vezes é carregado.
Forças atuam desde as antigas mitologias,
ao folclore do dia a dia,
discursos que se impõe
para João e pra Maria.
Usam as agulhas da ideologia,
que só servem pra camuflar
o profundo tramado das orgias.
Pode ser os bordadores do sul,
ou rendeiras escandinavas,
seguidas de intenções rasteiras,
viram lavas, na política ou numa vida inteira.
Nessa trama, os que se dizem humanos se amarram,
principalmente os que se acham verdadeiros.
Podem ser humanóides mas parecem mais com reptilianos.
Não existe humanidade por falta de humanos
que produzam uma renda em fortes panos.
-
Autor:
homerusfabius (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 27 de março de 2025 13:32
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.