És tu meu maior inimigo, ó coração;
Que transbordando de cobiça me fez dobrar-me contra o Divino.
“Homo homini lupus est” desde o Éden,
Pois após a víbora cantar as promessas envenenadas,
Meu coração foi devorado por lobos famintos.
Estivera eu enganado;
Cego em minha ignorância,
Me afundei na soberba de um dia crer que fui perfeito,
Quando eu já caminhava revoltoso e sob influências vis em crer que mesmo pecando,
Eu não cometia pecados
“Errare humanum est”
E como humano, errante andarei.
Julgado como subversivo após a queda;
Mas dito como perfeito enquanto salivava em somente observar um fruto
Imagem e Semelhança?
Me destes a arte de pensar, planejar e decidir;
Mas me pune por minhas ações.
O que era o bem e o mal, antes da queda?
O que era o mal antes do mal existir?
O que era a perversão antes do julgamento?
Diga-me porque não ser um homem revoltado; afinal
Se a imagem e a semelhança foram deturpadas; és porque criastes em mim um coração imperfeito.
Michael do Nascimento
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Autor:
Michael Von Gerbut , Mike (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 27 de março de 2025 08:45
- Comentário do autor sobre o poema: Originalmente esse poema foi escrito inspirado em livros como "Paraíso Perdido" de Milton, "Flores do Mal" de Baudelaire e "O estrangeiro" de Camus. Mas após uma conversa sobre a obra "Markheim" do Stevenson, decidi me ausentar da rebeldia de locutor, dando o crédito das falas ao famoso Markheim.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Bela flor
Comentários1
Profunda reflexão! Interessante o tema abordado... Pecado, condenação e o quanto enganoso é o coração!
Obrigado.
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