Sombra de mim.

Tainá Lopes

Sozinha e Solidão

 

Sozinha, eu caminho entre sombras e ventos,

E cada passo ecoa os meus pensamentos.

A noite me abraça em silêncio profundo,

Sou ilha perdida no meio do mundo.

 

A solidão me sussurra histórias sem fim,

Memórias vazias que moram em mim.

O tempo se arrasta, tão lento e frio,

Feito um rio sem pressa, sem rumo, sem brio.

 

Procuro em espelhos vestígios de cor,

Mas só vejo o reflexo do meu próprio torpor.

Talvez seja paz, talvez seja abismo,

Ou apenas um sonho esquecido no ritmo.

 

Mas sigo, quem sabe, um dia encontrando

Na brisa, no dia, no tempo passando,

Que ser sozinha não é ser vazia,

E que a solidão pode ser companhia.

 

 

  • Autor: Tainá Lopes (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de março de 2025 19:54
  • Comentário do autor sobre o poema: Um poema sobre estar sozinha e sentir a solidão como um peso invisível. Cada verso é um reflexo do silêncio, da ausência e da busca por sentido no vazio.
  • Categoria: Perdão
  • Visualizações: 11


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