Às vezes, bate a vontade de existir em lembranças,
De correr sem parar até alcançar o inalcançável.
Vontade de levantar voo e subir, subir, subir... e cair,
Tornar-me pedaços nos lugares por onde já passei.
No meu fone sem fio, antes de partir,
Tocará a canção mais triste de Lins.
Quando a escuridão cobrir meus olhos,
Vou sorrir e abraçar a sorte de ir.
Eu só me arrependerei de não ter terminado o livro que ficará na cabeceira.
Ele poderá ser esquecido, mas minhas digitais permanecerão nas páginas que consegui ler.
Uma ou outra estará amassada, porque demoro a entender ou perceber o que o autor quis dizer...
"Sim, divaguei. Mas, para uma poesia de despedida, é bom que vejam que estou feliz e tranquila."
Fico pensando em como será deixar tudo para trás...
Pessoas,
Os animais,
Músicas,
Poesias,
Livros,
Perfumes,
O último cigarro,
A cerveja que não abri,
O biscoito de morango que só comi três.
Escrever tudo isso me fez querer deitar na rede, lá no fundo do quintal.
Sentir-me forte,
E agradecer por não deixar nada para trás.
Apenas esperar o dia,
Tranquila e serena.
Viver é mais difícil do que pensei.
Mas eu tenho vivido momentos mágicos.
Esse fim não é o que planejo.
Flores eu quero em vida,
Ainda tenho muito o que conquistar,
E por tudo que já vivi, mereço continuar.
Eu sabia que não seria fácil.
Minha cabeça é minha maior inimiga em dias frios.
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Autor:
Lyvia Cruz (
Offline)
- Publicado: 26 de março de 2025 18:31
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5
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