Dizem que o amor de mãe é o único que existe,
Um abraço do sol, que aquece e conforta,
Um amor que ninguém sabe explicar,
Aquela que te cuida, que te faz acreditar.
Lembro de quando eu era mais nova,
Te ver chegando com esfirras, cansada,
Mas sempre vinha me ver no berço, com um sorriso,
Como se dissesse: "Tudo vai ficar bem, eu estou aqui, é só um aviso."
Quando eu cresci, nossa relação esfriou,
Como o ar gelado depois de um dia de chuva.
Talvez por sermos iguais demais,
Mal ríamos, não conversávamos mais.
Não dizíamos o que sentíamos,
E a confiança já não existia,
Era como se a abelha tivesse desistido
De pousar numa flor que já não florescia.
Mãe, sinto falta de você,
Dos seus poucos abraços, dos sorrisos tímidos,
Me chamando de "Xu", com amor,
Mesmo nos momentos em que tudo parecia sem cor.
Mas sei que você me ama, assim como eu te amo,
Mesmo sem palavras, esse amor é imenso e nunca acaba.
Sinto falta do orgulho que eu te dava,
E o coração, agora frio, quase não se acalma.
Sinto como se estivesse enfiando uma faca em meu peito,
Deixando o sangue escorrer, em silêncio, só para mim.
Me sinto sozinha, sem saber onde ir,
Não sei ser adulta, e tudo parece sem fim.
Você me ensinou a ser justa, racional, prestativa,
Mas não me preparou para crescer, nem para o amor,
Não te culpo por isso, mãe, te amo sem fim,
Com toda a dor, com todo o meu ser, você sempre estará em mim.
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Autor:
Vegas Blumm (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 17 de março de 2025 16:29
- Comentário do autor sobre o poema: Como eu me sinto
- Categoria: Amor
- Visualizações: 7
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