Se arrancasse fora toda impureza acima da pele pútrida que carrego
Se desfizesse-me em farrapos para cada mentira já contada a mim mesmo
Seria o suficiente para tornar-me reclamante do meu próprio ego?
Seria necessário de puxar as cartas embaralhadas que nego?
Um desejo, uma verdade, uma força de vontade
Um espelho imaculado que demonstra minha impuridade
Às vezes, não compreendo se existe algo em meu coração que arde
Às vezes, penso que talvez apenas devesse sustentar essa falsidade…
Se eu amputar toda e qualquer falha, você finalmente me daria amor?
Se pudesse esvaziar-me do peso dos meus atos falhos
Seria capaz de ainda conseguir suportar minha própria dor?
Seria possível ainda conseguir admirar aqueles astros?
Um esforço, um passo, um outro deslize pela escada
Uma dor tão familiar que me lembrar minha esquecida autoconsciência
Às vezes, tento buscar batimentos nesse fraco coração na ponta daquela faca
Às vezes, tento entender se esse sofrimento é motivo minha existência…
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Autor:
Sad-Guy (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 17 de março de 2025 15:46
- Comentário do autor sobre o poema: Às vezes é difícil aceitar a si mesmo, quando ninguém mais consegue…
- Categoria: Triste
- Visualizações: 5
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