Não sei mais como lidar,
se devo rir, chorar ou simplesmente cair.
Você sempre me desarma,
derruba minhas defesas, me deixa em pedaços,
um barco à deriva, sem porto, sem amarras.
Nas noites vazias, pergunto ao vazio:
“Isso é certo? E se não for?”
Mas quem ousaria me julgar?
E mesmo que julgassem,
quem traria você para os meus braços?
Você é minha inquietação,
meu caos em carne viva.
Minha mente é um turbilhão,
cada pensamento uma faca,
cada memória um eco da sua ausência.
Ausência de algo que nunca tive,
falta de um toque que só imaginei.
Você invadiu minha alma,
e a deixou em um labirinto sombrio.
Você deveria levar a culpa
por cada pedaço da minha sanidade que se perdeu,
por cada grito abafado,
por cada lágrima que caiu sem ser vista.
Mas como poderia?
Você nem sabe o que causou,
nem percebe o rastro de tempestades
que deixou em meu coração.
E eu?
Resta-me apenas sentir,
sentir demais por alguém
que talvez nunca sinta por mim.
-
Autor:
Lótus Sombria (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 14 de março de 2025 12:50
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.