Sempre tive preferência por escrever na parte da manhã. Sei lá, acho que é a parte do dia em que eu recebo mais inspiração.
Porém neste momento em que começo a escrever este texto, estou sentado em minha cama sem conseguir dormir.
Acordei com a chuva que começou repentinamente, e ao levantar para ir ao banheiro, percebi que em minha janela, haviam pessoas olhando para dentro do meu quarto... especificamente para mim!
Agora que já retornei do banheiro, algumas dessas pessoas ainda estão ali paradas, com seus olhos pedintes aguardando que eu lhes retribua o olhar. Não me assusto mais com este tipo de coisa, apenas em algumas vezes em que elas estão dentro da minha casa... mas o susto também logo passa.
Tento evitar ao máximo ter contato com elas, pois elas não deveriam estar ali. Por algum motivo que ainda busco compreender, poucos mortos sabem que de fato estão mortos.
Existem os que já perceberam que estão, mas não aceitam e querem muito falar com seus familiares ainda encarnados.
Volto meu olhar e meus pensamentos para o notebook que esta repousando em meu colo, e o relógio parece ter parado.
Ao que tudo indica, esta noite será longa...muito longa...
Arthur G. de Mello
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Autor:
Arthur Mello Noos (
Offline)
- Publicado: 14 de fevereiro de 2025 08:57
- Categoria: Conto
- Visualizações: 12
Comentários1
Muito bacana seu conto, quando se tem uma experiência dessas melhor é orar por aqueles que já se foram, precisam apenas de uma luz pra encontrarem seu caminho. Bom dia poeta.
Obrigado pelo comentário e que bom que gostou!
Concordo que precisam de luz para seguir o caminho.
Bom dia!
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