Antes, eu tinha cor,
tinha vida, vibrava ao som do vento.
Hoje, tudo é cinza,
um vazio que engole a luz,
e para sorrir, preciso primeiro fingir.
Os dias se arrastam,
como sombras de algo que já não é mais.
As noites são longas, pesadas,
e o silêncio... o silêncio me sufoca,
grita tudo o que eu não posso falar.
Me perguntam se estou bem,
e eu digo que sim,
como quem diz palavras vazias,
porque explicar a dor seria admitir que ela é real.
Antes, o tempo era livre,
deslizando pelas minhas mãos.
Agora, ele se arrasta,
pesado, frio, como uma corrente invisível.
E mesmo rodeada de gente,
eu me afogo em um mar de solidão.
Fico a me questionar,
perdida em mim mesma...
E se amanhã for igual a hoje?
E se eu nunca mais me encontrar?
Talvez a mudança não venha de fora,
mas, no fundo, eu sei...
ainda não sei me escutar.
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Autor:
SDafny (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de fevereiro de 2025 14:09
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema é uma expressão de uma luta interna, onde a dor se transforma em silêncio e a solidão em uma companhia constante. A sensação de estar perdida, de não saber mais quem somos após uma perda ou mudança, é algo que todos, de alguma forma, já enfrentamos. Ele fala sobre a desconexão entre o que sentimos e o que mostramos ao mundo, sobre a dificuldade de encontrar um caminho para a mudança quando a dor parece ser tudo o que existe.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 12
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