CARNE

::.. Flávio..::


Aviso de ausência de ::.. Flávio..::
YES

 

mais uma noite mergulhado na luz violeta

ouvindo o tintilar das correntes gritando 

ouvindo o sussurrar de uma boca em mordaças

lábios presos aguardando pela sua liberdade

um pescoço lindo seguro pela coleira

despi sua lingerie em rendas vermelhas

lentamente ombro a ombro até o chão

senti todo o arrepio daquela pele morena em minhas mãos

suave pele cobrindo toda maciez da carne

de frente pra parede

de costas pro chicote

rodeada por espelhos em um quarto frio

pedras de gelo percorrem seu corpo

minha língua procura sentir cada pulsação

ventre contorcido

seios que destacam seus mamilos

a venda em seus olhos interrompe os sentidos

transforma em surpresa

dor

prazer

vejo a carne em movimento

entre as suas pernas espero atento

sinto o tremer das coxas

as mãos que se apoiam na parede

o erguer do quadril

o bailar da cintura

punhos envoltos em algemas

tornozelos que se adaptam aos nós

a cada marca do chicote o contrair das suas nadegas

linda

esculpida

marcas de sol em contraste com a pele em duas cores

da parede para cama

da cama para a cadeira

horas de luz violeta sobre nós

no afagar da luxuria

no afogar da volúpia

no enforcar

amarrar

coito a coito

no louco sentido que é simplesmente aceitar quem é

o que a pele sente

o que a carne pede

quem domina e quem obedece

nesse império dos sentidos que se merece ter

saborear

sobreviver além de cada quebra de tabu ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Autor: ::.. Flávio..:: (Offline Offline)
  • Publicado: 25 de janeiro de 2025 09:17
  • Categoria: Erótico
  • Visualizações: 15
  • Usuários favoritos deste poema: DayaneSampaio


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