Se a vida, Maria, nos fosse acalanto,
Se a nossa alegria, de nós, não fugisse...
Verias meus olhos erguidos de encanto,
Se a torre da Paz, em nós, não ruísse...
Teus olhos, teu riso, o teu olhar santo?
Se a minha memória não os extinguisse,
Seriam, de Amor, o meu mais caro Canto,
Se este precipício, pra mim, não sorrisse!...
Cravar a amargura; cessar nosso hino,
Monstruoso destino dos homens sem Paz!
Buscar a ternura em quando eu menino,
Olhar-me assombrado, ao ver Satanás!
Que fazes, Maria?... Que quadro ferino!
No espelho do tempo, de mim, bem atrás?...
(Queiroz Filho)
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Autor:
Poeta Queiroz Filho (
Offline)
- Publicado: 17 de fevereiro de 2023 20:29
- Comentário do autor sobre o poema: Tristeza.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 4
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