JOHNNY11

Sangue de veludo



Sangue na minha mão
Eu não sei de onde ele veio
Sangue que lava a alma do meu coração
Sangue venoso, sangue arterial sem freio
Oh, que cruz eu carrego
Ser filho de um cego
E não ser pai a tempo inteiro
No escuro da noite, um vulto
Filho de pai que se esvai em sangue
Sangue oculto, doa a quem doer
É o suspense, é o drama, é o horror
Sangue oculto, mais rancor
Que quando, praticado com prazer, tem outro sabor
Sabor da vitória amaldiçoada
Da taça ganha mas roubada
Consumido, o vinho da desgraça
Erradicados foram os da sua raça


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