OGRO DE MIM MESMO

Jucklin Celestino Filho

 

Sou ogro de mim mesmo,

Quando minha mente

Paira sobre pensamentos maldosos;

Sou o lobo que a mim mesmo devora,

E não tem hora para atacar!

Contrafeito, nervoso e temeroso,

Pelejo contra minhas duas partes

Que se repartem

Em boas e ruins partes,

Luto contra meus

Dois lados que se digladiam,

No afã de debelar a ansiedade

Que me devora

O instante de sanidade!

Nesta hora

De batalha interna,

Sou ogro de mim mesmo,

A lutar para apartar-me

Da minha outra parte --

A sombra da iniquidade,

O lobo que me espreita

E que me apavora!

Fugir como da dualidade?

Sou ogro de mim mesmo:

Parte boa  e parte da maldade!

 
 
  • Autor: Poeta (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de junho de 2022 10:15
  • Categoria: Surrealista
  • Visualizações: 19

Comentários1

  • Maria dorta

    Revelador poema. Mas não estás só. Somos ambivalentes, bom/mau, positivo/ negativo, ovelha/ lobo mau e pela vida vamos nos desvendando e nos surpreendendo com essa dualidade ambulante que somos! Chapéu!



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