Marçal de Oliveira Huoya

Vigília

Ele sempre volta,
Por isso ela deixa sempre aberta,
Aquela porta,
Nunca duvidou desta certeza,
Esteve sempre certa,
Que deixando a luz acesa,
Ele sempre vai voltar,
Porque ele não consegue respirar,
Longe da sua atmosfera,
Por isso  que ela nem espera,
Vai dormir muito leve,
Com a alma à vontade,
Ela sabe, ele vai voltar,
Logo e muito breve,

Mais cedo ou mais tarde,
Ela vai fingir indiferença,
Que nem notou sua presença,
Ou sua ausência,
Mais ainda,
Para que passar recibo,
Para que lhe dar boas vindas,
Para que dizer que se importa,
Se ele vai entrar sempre,
Por aquela porta,
Volta, fingindo fazer tricô,
Á noite vai fazer amor,
Ele vai se entregar novamente,
Como um garoto traquina,
Como um menino levado,
E se esta é a sua sina,
A porta já fechou,
Ele vem deitar do seu lado,
Meio inocente, meio culpado,
Que bom, ele já chegou!

Comentários1

  • Edla Marinho

    Muito interessantes seus versos.
    Tem uma mistura de inocência e malícia...
    Tenha uma excelente noite, meu abraço!



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