JOHNNY11

O último ato

Eu não tenho medo de voltar ao palco
Tenho medo sim, de não receber aplausos
Não há nada pior do que ficar de braços cruzados
À espera que eles caiam do céu sem grande trabalho
Contra os fatos não há argumentos
E eu os gastei há tempos
Já não me lembro
A última vez que me senti menos
Menos que os outros
Menos que os outros
Menos que os outros
A ultima vez que me senti menos
Menos que os outros
Menos que os outros
Menos que os outros
A ultima vez que me senti menos
Acho que é tarde demais
Para enfiar a cabeça na areia
É hora de assumir os pecados do pai
Na poesia épica, a epopeia
Estou mais do que pronto
Para o nosso confronto
Dou a minha vida por ele
De cabeça erguida
Só quem nunca errou
Pode atirar pedras
Quem já errou
Pode fazer uma vénia
Ao todo poderoso
Que acorda qualquer morto
Tem o dom de trazer qualquer um à vida
Nem que seja na outra
Aquela em que mudei de roupa
Não estava nos meus planos
Ser tão adepto do alexandre herculano
Foi ao cair do pano
Que me senti humano
Nunca me senti tanto
Senti tanto anjo!
Não foi no big brother famosos
Não sou famoso, já passou a época em que colecionava cromos
Hoje em dia o cromo sou eu
Foi no palco que eu senti o carinho do publico
Senti-me tão eu, tão único
Só não me senti músico
Canto bem mas não alegro
Sou um borracho mas não faço o teu género
Então exercita o meu cerebro
Será este o prenuncio da morte?
Deixa-me cair em mim
Preciso de ver onde errei
Onde e quando fui ruim
Para deixar de ser rei
Não ha reis em portugal
Mas eu sinto-me imperial
Com ou sem coroa
Eu consagro-a
Mas preciso de água
Para continuar a escrever
Transformar toda esta mágoa
Numa boa razão para viver
Buscar os bons e maus momentos
Como fonte de aprendimento
Será que ainda vou a tempo?
Não posso perde-lo
Perder o tempo
Ele passa a correr
Mas mesmo parado
O meu cerebro corre
Mais rapido, á velocidade do vento
Comparado com ele eu sou o sangue que escorre
Por entre os muros dos mouros
Dá-me um gozo
Passar do estado gasoso
Para o liquido
Condensaçao em pessoa
Sou o conde neste faz de conta
Princepes e princesas
Duques e duquesas
De candeias às avessas
Com todas as letras!
Porque duas cabeças
Pensam melhor do que uma
Mas a debaixo só pensa
Em ..... grande filha da ..ta
A segunda só pensa
Na cura para a doença
E tu, no que estás a pensar
Deixa-me advinhar
Estás a pensar na morta da bezerra
Esquece lá isso, só vais estar a perder o teu tempo, perde com o que vale a pena
Esta vida que passa depressa E não espera, sábado é a peça, promete não fracassar
Desejo-te muita merda para, sorte te dar
Menos que os outros
Menos que os outros
Menos que os outros
A ultima vez que me senti menos
A ultima vez que me senti menos
Menos que os outros
Menos que os outros
Menos que os outros
A ultima vez que me senti menos
Menos que os outros
Menos que os outros
Menos que os outros
O dia em que me sentir a mais será o dia em que a poesia ficará mais pobre
O dia em que me sentir a mais será o dia em que a poesia ficará mais pobre
O dia em que me sentir a mais será o dia


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