Jucklin Celestino Filho

TURMA QUE NÃO VALE O QUE COME

 

A decepção

É a marca da desilusão

A que se paga pra ver 

As iniquidades

Quais ervas daninhas

Se multiplicarem,

Encontrolavelmente crescerem 

No solo fértil para nulidades 

Vicejarem

Enquanto o pobre brasileiro 

No cativeiro 

Da dor e da privação ,

 Passa fome!

Mas aqui, tudo está bom!

Se dá o tom

De se pagar uma fortuna

Para uma turma que não vale

O que come!

 

Quem toma conta

Do que não lhe é da conta ,

Na indecente partilha,

Trilha da festança

De contumazes espertalhões

Se digladiando na comidilha,

Sabe que a muamba

Não lhe cabe,

Mesmo assim,

Para si toma

Boa parte do bolo,

Se lambuzando

Na mamata,

Tremendo rolo

A que se presta!

 

 Festival 

Da desolação,

Baile dos horrores : Salatião 

Se refestelando

No banquete,

Mutreta, joguete

De tubarões

Sedentos de sangue, devorando

Seus confrades tubarões

No bacanal,

Comilança

A que se presta,

A turma que não vale

O que come,

A se esbaldar

Na festança,

Enquanto seu irmão 

Passa fome!

 
 


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.