Thiago R

Me olhaste com o olhar casto...

Me olhaste com o olhar casto de alvuras, 

Tens na alma os poentes que olhamos,

E as flores de sublimes formosuras,

Morrem calmas por onde caminhamos. 

 

Há luares de sonhares e agruras,

E as mágoas que aqui nós enterramos,

Noites ermas são como sepulturas 

Sem as pétalas da flor que esfolhamos. 

 

Distante uma lembrança rumoreja, 

E sobre os ermos prados lutulentos 

Silente um céu nublado lacrimeja...

 

Ó sombra que velaste o nosso sono, 

Enquanto a noite ia sobre os conventos 

Cobrindo as folhas mortas no abandono. 

 

Thiago Rodrigues 

 

 

 

Comentários1

  • Pedro de Alma

    Adorei, muito bem estructurado, simples e profundo

    • Thiago R

      Obrigado.



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