Eu Poeta

Por trás do medo há os bastidores

Eu te vi voando, tuas pernas se balançavam a mil

 Tentando encontrar um chão pra correr,

Foi estranho, tua cadeira estava enraizada ao chão,

Criou raízes feito uma árvore,

 

Enfim tu dominaste o teu corpo, eu acenei para ti

gritei qualquer coisa, tu disseste:

- Pernas pra que te quero, eu sei voar,

Vou rasgar o ar até a China –

 

Daí tu foste, não na velocidade da luz,

Não na velocidade do vento,

Mas na velocidade da tua cadeira de rodas,

 por algum motivo, tu andando, voando ou correndo,

a tua velocidade máxima sempre foi e será a da cadeira na qual tu cresceste

 

Mas tua cadeira não faz parte de ti, ela é apenas um veículo de locomoção,

E é certo que rodas são mais rápidas que pernas,

tu és, a meu ver, inatingível

 

Para tanto, basta descer e rolar e deixar para trás qualquer incapacidade,

Quando o chão se levantar contra ti,

Usa os músculos de tuas asas braçais

 

  • Autor: Eu Poeta (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de Maio de 2022 10:12
  • Categoria: Fábula
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