Mony

O cálice transborda

 

Mais um dia, época e estação que o cálice transborda o que há

Ódio

De ser trapaceada, vítima de mentiras e atitudes ocultas

Cansada disso e hoje só piorou ainda mais uma vã e ordinária passagem que se vai ao mais profundo 
A garganta do diabo, em que o fim não se chega

Queima, arranca pedaços de pele, de carne e não pára

A descida não pára, a ânsia de machucar não pára.

Eu pararei, darei um  fim nessa garganta do diabo, maléfica, sombria

Chegarei ao fim

E início de meu recomeço

Livre, com cicatriz, mas com força em  mim

Chegou o fim do começo do meu ser

 

 


Por Mony



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