Liduina do Nascimento

Jeito de olhar o mundo

 

Jeito de olhar o mundo

Uma das coisas que gosto de fazer quando posso, é acordar cedo e caminhar, que seja por exercício, ou simplesmente sair sem pretensão, seja um dia brilhante, ou nublado, vou por aí  ...  vento soprando no rosto, penso na realidade da vida, ou sonho acordada. Olho o final da estrada, os arredores, as paisagens, as delicadas florezinhas silvestres, paro para observá-las com calma, tanta  beleza jogada no meio dos matos, traz à minha alma uma paz inexplicável, elas querem dizer algo.   

Penso no valor  das palavras, se eu pudesse, as transformaria em poesia, e no meu livro do dia-a-dia, com toda a dor do mundo, eu acabaria.  Disfarçaria a tristeza, fantasiando-a de alegria, o abandono,  em doce aconchego, a vida por inteira, de amor e de poesia, eu vestiria. O mundo seria visto lindo, como realmente ele é. 

Caminho... observo os pássaros de um lado para o outro, eles estão sempre cantando com euforia, tudo é mágico,  as nuvens,  e por trás de tudo,  discretamente, um belo  arco-íris! ... É como se as suas cores respingassem em minha alma,  trazendo uma sensação que não tem como descrever,  e num todo, as palavras,  tanto quanto a natureza,  todas as manhãs me  despertam com amor,  trazendo a certeza de que o canto dos pássaros tem mais encanto, pois tudo que me faz lembrar como eu amo o mundo, além da beleza que nele há, existe em mim, esse amor puro e intenso por você, você faz parte de tudo o que é bonito nessa vida.

Liduina do Nascimento



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