Ivan

ÁBDITO

 
Nas chagas do meu corpo contemplo doçuras
E infinita solidão derrama-se na metamorfose
Que o templo aglutina sobre as desventuras
Vivenciadas em meu átrio pessoal de apoteose.
 
Minha silhueta trespassa as vitrines de cristal
E do lado oposto há um enxoval de distúrbios
Que sangram a verve de maneira descomunal
Até que me sinto vítima de terríveis micróbios.
 
Entre viver e morrer – Fico em cima do muro
A observar as fanfarrices da vida que censuro,
Mas que dentre tantos frenesis vivo na diagonal...
 
Aspiro a uma dose dum álcool como o absinto,
Assim posso ter a certeza de que tudo o que sinto
É tão somente uma fantasia de ocultar o que é mal!
 
 
 
DE Ivan de Oliveira Melo


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.